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Performance

Seu site aguenta a temporada?

Todo negócio tem seu mês cheio, e o site costuma ser a parte que cai quando a procura chega. Por que isso acontece e o que checar antes.

Ilustração isométrica de uma curva de demanda carregada de blocos que atravessa um navegador e chega a um servidor preparado.

Todo negócio tem seu mês. A casa de fondue lota quando a friagem chega. O lava-rápido some no inverno e vira fila em novembro. A confeitaria trabalha o ano para dar conta de maio e de dezembro.

O problema é que o pico de procura é exatamente quando o site precisa estar de pé — e é quando ele costuma não estar.

Por que um site cai justo na hora errada

A maioria dos sites por aí roda em hospedagem compartilhada: um servidor que atende centenas de sites ao mesmo tempo. Cada visita que chega obriga esse servidor a montar a página do zero — consultar o banco de dados, executar os plugins, devolver o HTML.

Com dez pessoas ao mesmo tempo, tudo bem. Com trezentas, a fila cresce, a página demora, e quem está esperando desiste. Não é que o servidor “quebrou”: ele está fazendo o mesmo trabalho trezentas vezes para entregar a mesma página.

E há o efeito colateral cruel: o pico é quando você provavelmente está pagando anúncio. Você paga o clique, a pessoa chega, a página não abre.

O que muda com um site estático

Um site estático não monta nada na hora. As páginas já existem prontas, como arquivos, distribuídas em servidores espalhados pelo mundo. Quando alguém em Curitiba abre o site, o arquivo vem do ponto mais próximo, já pronto.

Trezentas pessoas ao mesmo tempo pedem o mesmo arquivo. Não há fila, não há banco de dados para consultar, não há plugin para executar. O custo de entregar a milésima visita é praticamente o mesmo da primeira.

É por isso que aqui a gente constrói assim. Não é preferência técnica: é a parte do produto que aparece no mês em que você mais precisa dele.

O que ainda pode falhar

Site estático não é imune a tudo. Continua sendo problema:

  • Formulário que depende de um serviço externo lento. Se o envio trava, a pessoa acha que o site travou.
  • Imagens pesadas. Não importa de onde o arquivo vem se ele tem 4 MB.
  • Vídeo de fundo sem compressão, consumindo o 4G de quem está na rua.
  • Rastreadores acumulados. Cada pixel de anúncio é mais uma coisa para baixar antes da página ficar utilizável.
  • Informação desatualizada. O site no ar, rápido, anunciando o horário do ano passado.

A checagem antes do seu mês cheio

Duas semanas antes do pico, não no meio dele:

  1. Abra o site no celular, no 4G, longe do wi-fi de casa.
  2. Confira horário, telefone e endereço. Feriado incluído.
  3. Envie o formulário de contato você mesmo e veja se a mensagem chega.
  4. Confirme que o que você mais vai vender está na primeira tela, não enterrado em uma página interna.
  5. Se você anuncia, confira para onde o anúncio leva — e abra esse link.

O resumo

Site fora do ar em fevereiro é um aborrecimento. Em dezembro, é faturamento que foi para outro lugar.

A hora de resolver isso é no mês fraco.

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